São Paulo: Nefrologia do HC ganha reproduções de telas lúdicas e coloridas do artista plástico Gustavo Rosa

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Arte como instrumento de humanização. Resumidamente, assim pode ser definido o projeto Bolsa Alegria, uma iniciativa do Instituto Gustavo Rosa que levará reproduções de telas lúdicas e coloridas do pintor falecido em 2013 para o Departamento de Hemodiálise da Unidade de Nefrologia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) a partir de 17 de agosto.

De acordo com Roberto Rosa, irmão e herdeiro do espólio do artista, esta ação vem ao encontro de um dos objetivos do Instituto: desenvolver ações artísticas e socioculturais, disponibilizando para a sociedade a obra do pintor, desenhista, gravador, designer e escultor e, em especial entre aqueles com menor acesso aos bens culturais materiais e imateriais, inclusive junto aos que se encontram em tratamentos de saúde em unidades hospitalares.

Fiel a essa premissa, Roberto constatou que, ao contrário das áreas voltadas para o tratamento de câncer do HC, o Departamento de Hemodiálise não recebia apoio de qualquer natureza. “Ciente dessa situação, e conhecedores de projetos bem-sucedidos dessa natureza, adaptamos o projeto de pesquisa elaborado pelo Chelsea and Westminster Hospital Arts, que constatou os benefícios da aplicação das artes visuais e performáticas nos cuidados com a saúde, reduzindo estresses e melhorando, significativamente, as condições físicas e psicológicas das equipes médicas e de enfermagem, pacientes e familiares, com redução, na ponta final, dos custos com os tratamentos”.

Em concordância com Roberto, a médica responsável pelo Departamento de Hemodiálise, Dra. Andreia Watanabe, complementa:

“A iniciativa de colorir o ambiente, trazer a arte e aplicá-la no espaço em que são realizadas as sessões de hemodiálise tornará o ambiente mais alegre e confortável, ampliando os horizontes pessoais e trazendo leveza, sorrisos e bem-estar à jornada dos nossos pacientes, acompanhantes e colaboradores”.  A especialista lembra que um em cada dez brasileiros tem problema nos rins e que a doença renal crônica é definida pela alteração dos órgãos e das vias urinárias por mais de três meses. “A falta de cuidado pode levar à insuficiência do funcionamento dos rins, que, quando grave, pode requerer diálise ou transplante”, explica.

Para levar a alegria das telas de Gustavo Rosa, foram selecionadas cerca de 30 obras (pertinentes à faixa etária dos pacientes, que é de 7 anos de idade), as quais serão reproduzidas e adesivadas em sete diferentes ambientes, entre eles corredores, sala de espera e nas paredes dos quartos que acolhem os leitos hospitalares. O departamento mantém, atualmente, 20 pacientes fixos, que se submetem ao tratamento pelo menos três vezes por semana e cada sessão dura em torno de quatro horas. Por mês, são realizadas cerca de 400 sessões de hemodiálise.

Confira as fotos:


Fotos: ©Instituto Gustavo Rosa/Divulgação

Fonte: Patrícia Martins/Baobá Comunicação