Pacientes da Atenção Domiciliar recebem visita do Papai Noel

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

Por Leandro Cipriano
Da Agência Saúde

O pequeno João Miguel Oliveira, com apenas um ano e oito meses, já deu provas suficientes de que é um guerreiro. Nascido prematuro extremo, com 630 gramas, sofreu 53 paradas cardíacas, duas delas logo após o nascimento. Problemas intestinais, pulmonares, duas hérnias, virose, pneumonia e catapora completam a lista das adversidades que o bebê teve que enfrentar durante os seis meses em que esteve internado na UTI do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e, logo depois, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

 

O pequeno João Miguel Oliveira, de 1 ano e 8 meses, é atendido pela equipe do SAD-DF. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

O pequeno João Miguel Oliveira, de 1 ano e 8 meses, é atendido pela equipe do SAD-DF. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

Hoje, quem vê a criança engatinhando pela casa nem imagina tudo que ela já passou. Pacientes como João são atendidos pelo Programa de Atenção Domiciliar da Região Centro- Norte. Sempre na semana que antecede o Natal, os profissionais da equipe levam o Papai Noel para visitar pacientes em internação domiciliar. Vestido como o Bom Velhinho, o motorista José Lins Leal e os grupos de voluntários Remédio Musical e Sagrado Riso animam o fim de ano dos pacientes.

Dra. Vanessa Vasconcelos e a mãe de João, Mislenny dos Santos. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

Dra. Vanessa Vasconcelos e a mãe de João, Mislenny dos Santos. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

“Conseguimos proporcionar um momento especial para eles. Normalmente são pacientes com problemas crônicos. Então trazemos o Natal, a alegria e a descontração para eles e toda a família. O objetivo é levar um momento de amor. Para nós é muito gratificante”, comentou a médica Vanessa Vasconcelos Carvalho, gerente do Serviço de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte.

 

Para a mãe de João, Mislenny dos Santos Oliveira, de 36 anos, a equipe de atenção domiciliar é uma nova família que ganhou. “Eles não são apenas essa visita. Toda segunda-feira ligam para saber como o João Miguel está, se está sentindo alguma coisa. Sempre mandam alguém para olhar se precisa de atendimento específico. Dentista, nutricionista, médico, fisioterapeuta. É realmente uma verdadeira atenção domiciliar”, elogiou Mislenny.

 

Na semana natalina, a equipe visitou, em média, 30 pacientes em seus domicílios, incluindo os atendidos na Casa do Ceará – instituição filantrópica sediada na Asa Norte. São bebês, idosos e pessoas acidentadas que moram no Octogonal, Cruzeiro Velho, Vila Planalto e Asa Norte.

Atuação

O Serviço de Atenção Domiciliar é uma modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar a outras modalidades de atendimento existentes. São ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com o propósito de diminuir a demanda por atendimento hospitalar e/ou reduzir o período de permanência de usuários internados, humanizar a atenção e ampliar a autonomia dos usuários.

 

Essa modalidade assistencial é realizada por uma equipe multiprofissional de saúde que presta assistência em domicílio a pessoas com quadros clínicos crônicos e agravados. Os usuários são selecionados, de acordo com os critérios do Programa de Internação Domiciliar, entre os pacientes estáveis e dependentes de um cuidador que possa auxiliá-los nas atividades do dia-a-dia.

O serviço é oferecido pela rede pública de saúde do Distrito Federal há aproximadamente quatro anos. O programa atende, por ano, cerca de 100 pacientes. Para ser beneficiada, a pessoa precisa ser encaminhada por um hospital público ou unidade básica de saúde (UBS).

Equipe do Serviço de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

Equipe do Serviço de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte. Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

Fonte: Secretaria de Saúde do DF