Falta de acessibilidade no Brasil é problema cultural

Nos bares e casas noturnas da cidade o que limite na prática é a estrutura de acesso para cadeirantes que deixa a desejar em todas elas. 
Foto: Arquivo Pessoal - Mauro/Facebook
Nos bares e casas noturnas da cidade o que limite na prática é a estrutura de acesso para cadeirantes que deixa a desejar em todas elas.  Foto: Arquivo Pessoal - Mauro/Facebook

Nos bares e casas noturnas da cidade o que limite na prática é a estrutura de acesso para cadeirantes que deixa a desejar em todas elas.
Foto: Arquivo Pessoal – Mauro/Facebook

Quando se fala em acessibilidade, a primeira imagem que surge na cabeça é da dificuldade das pessoas com deficiência ir ao trabalho ou mesmo de cumprir compromissos rotineiros por conta das calçadas detonadas, falta de rampa, desrespeito de motoristas. Mas a pessoa em cadeira de rodas também curte a vida e na balada de Campo Grande (MS) poucos locais ofertam condições adequadas. Um baladeiro confesso é o administrador de empresas Mauro Wilson Amorim de Souza, de 40 anos. Sempre rodeado de amigos, ele diz ir com frequência à maioria das grandes casas noturnas da cidade.

Mas faz questão de listar os problemas que já encontrou e conta que até move uma ação judicial contra uma delas, pela falta de acessibilidade. “Nenhuma casa da cidade que eu conheço cumpre a norma NBR 9050 estabelecida em todas as leis de acessibilidade, tanto federal, estadual ou municipal. Os banheiros nas baladas são fora de medida, em alguns locais a porta nem fecha por causa da cadeira de rodas. As barras são fora de alcance, rampas são muito inclinadas e o mobiliário é inacessível”, critica.

Das inúmeras situações constrangedoras que já passou, ele lembra até de ter caído em um casa noturna em que o acesso para cadeirantes não existia. “Sempre estou acompanhado de amigos, mas já passei por situações em que o único acesso era por escadas e o segurança, não quis me ajudar a subir”, lembra. Para o administrador, a falta de respeito com cadeirantes em baladas é também um problema cultural.
Fonte: Campo Grande News