Cuidando de quem cuida: qualidade de vida e sobrecarga de mulheres cuidadoras

maos cuidam

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Qualidade de vida e sobrecarga de mulheres cuidadoras

A Revista Brasileira de Enfermagem na edição maio/junho 2019 apresentou um artigo que teve como objetivo avaliar a Qualidade de Vida e sobrecarga de mulheres cuidadoras.

O tema é cada vez mais recorrente tanto nas áreas diretamente ligadas à saúde como nas áreas sociais, sendo uma questão que tem forte impacto nas políticas públicas de saúde.

Entre os diversos aspectos abordados na publicação destacamos:

a) Amostra: 224 pessoas.

a) Idade: média de 51,8 anos (18 a 86 anos).

b) Estado civil: maioria: casadas (61,6%). Solteiras 20,1%, 9,4% viúvas e 8,9 % divorciadas.

c) Situação econômica: baixa, (46%) recebia entre um a dois salários mínimos e uma minoria (5,3%) recebia mais de três salários.

d) Escolaridade: pouca escolaridade, sendo: 48,2% ensino fundamental incompleto; 10,3% não tinham escolaridade e 4,9% ensino superior completo.

e) Renda: maioria (46%) recebia entre um a dois salários mínimos; e (5,3%) recebia mais de três salários.

Cuidadores pertencentes ao primeiro grau de parentesco, exerciam o cuidado de um a cinco anos e apresentavam alguma patologia. As associações de qualidade de vida que apresentaram significância estatística foram entre: renda, estado civil, número de pessoas que vivem com a cuidadora e tempo de cuidado.

A sobrecarga estabeleceu correlação negativa com qualidade de vida, ou seja, quanto maior a sobrecarga, mais prejudicada será a vida dessas cuidadoras.

CONCLUSÃO

Os resultados demonstraram que as cuidadoras de pessoas com mobilidade física prejudicada são maioria casadas, com baixa escolaridade e menor poder aquisitivo, pertencem ao primeiro grau de parentesco e, além de cuidar, realizam as atividades domésticas. Poucas praticam atividade física e a patologia mais mencionada foi a hipertensão.

A qualidade de vida apresentou correlação com algumas variáveis sociodemográficas e comprovou que fatores como renda, número de pessoas que residem na casa e o tempo de cuidado, por exemplo, exercem influência significativa na qualidade de vida dessas cuidadoras. A sobrecarga, que teve a classificação moderada como a mais representativa, estabeleceu correlação negativa com a qualidade de vida, ou seja, quanto maior a sobrecarga, mais prejudicada será a vida dessas cuidadoras.

A tarefa de cuidador exige uma série de competências físicas e preparação psicológica para lidar com as adversidades.

Qualidade de vida e sobrecarga de trabalho são os desafios do ofício de cuidar de pessoas.

 

Fonte: Rev. Bras. Enferm. vol.72 no.3 Brasília May/June 2019  Epub June 27, 2019