[Artigo] Então é Natal!

Divulgação/SESDF
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O bom velhinho não sabe de nada, porque só aparece uma vez ao ano!

Com o propósito de dar publicidade aos feitos da pasta da Saúde, alguns profissionais realizaram algumas visitas desde o dia 22 de dezembro nas cidades-satélites do Distrito Federal, como a Asa Norte, Cruzeiro e Vila Planalto.

No entanto, os pacientes assistidos pelo programa da Atenção Domiciliar da Secretaria de Saúde do DF estão precisando mais do que tradicional how-how e os votos natalinos.

Os pacientes precisam o ano todo de equipe qualificada; de qualificação profissional de forma periódica; de manutenção dos estoques de insumos de uso contínuo para realização dos cuidados (sem eles os profissionais não conseguem realizar as atividades); motoristas e veículos para a realização de visitas em domicílio.

Neste dia 24 de dezembro, data em que as famílias preparam os festejos para as ceias natalinas, precisamos trazer a memória de grupos de pacientes, inclusive àqueles assistidos pelo Núcleo de Atenção Domiciliar, que dependem de alimentos para fins especiais, que são os suplementos nutricionais (hipercalóricos e hiperprotéicos), e que estão em falta na Secretaria de Saúde do Distrito Federal/Gerência de Nutrição há pelo menos quatro meses, como o Caseical, Tropic Bio, Nutrison Soya Multi Fiber e Fresubin.

Observamos a divulgação massiva na imprensa brasiliense para a falta do Pediasure, um dos suplementares alimentares recomendado para crianças. Para uma reportagem mais ampla e contextualizada faltou incluir os pacientes adultos e idosos, que respondem por um investimento anual de mais de R$ 1 milhão de reais no orçamento da saúde.

Lamentavelmente esse “alimento especial” é de uso contínuo, portanto, o desabastecimento na rede compromete a qualidade e a manutenção de vida de pacientes, com doenças crônicas, neurodegenerativa e outros.

Nesta época do ano, em que a solidariedade toma conta dos corações humanos e as vozes ecoam votos e resoluções para o ano vindouro, o Alta Complexidade deseja apenas prosperidade.

Prosperidade é a qualidade do quem é próspero. Um estado de abundância, de fartura e de riqueza.

Prosperidade não é ganhar ou gastar bem, é viver bem com o que se tem.

Para 2016, prosperidade é o que se espera. Tivemos em 2015 um ano catastrófico, turbulento e marcados por uma série de irresponsabilidades do atual governador de Brasília e respectivo gestor da saúde que comprometem a vida da população.

Se avaliarmos os gastos em saúde, a pasta é milionária. Falta dinheiro no caixa para o pagamento dos profissionais, para abastecimento da rede, mas não falta dinheiro para pagar os contratos milionários das Organizações Sociais, que tendem a seguir o processo de desmonte do Sistema Único de Saúde.

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Se o bom velhinho tivesse maturidade suficiente para compreender que humanização na saúde vai além de um abraço, e sim, o reflexo do cuidado e do respeito de quem assume a gestão e tem responsabilidade suficiente para cumprir os desafios impostos, é isso que a população do DF deseja, na esperança de que dias melhores sempre virão.

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